jump to navigation

Texto 10 – De 23 a 29/06/2008

Ensino em pequenos grupos – O Seminário

Arilda Schmidt Godoy

Maria Alexandra Viegas Cortez da Cunha

1. Introdução

A técnica de ensino em pequenos grupos vem sendo discutida desde o início do século. Teve origem no movimento da Escola Nova, que questionava a escola autoritária que se conhecia na época (Godoy, 1988). Deste movimento nasceu a expressão “métodos ativos”, que é, de acordo com Mucchielli em sua obra “A formação de adultos”.

“O nome dado globalmente aos métodos pedagógicos que compreendem três características”:

1.         A utilização do grupo como meio de formação e como fator de progresso pedagógico;

2.         A utilização de motivações intrínsecas;

3.         O despertar da iniciativa dos alunos que têm “de descobrir” aquilo que devem aprender.

“O próprio nome dos métodos ativos encerra uma acusação contra os métodos tradicionais de ensino, que são, ipso facto, julgados “passivos”, isto é, baseados numa aprendizagem imposta segundo o modelo magistral e em motivações extrínsecas”. (Mucchielli, 1981, p. 173).

Na impossibilidade de tratar aqui de todas estas alternativas escolhemos três para aprofundamento: o seminário, o método do caso e os jogos de empresa.

2. O Seminário

Ao examinarmos os Planos de Ensino de professores universitários, é possível observar a presença dos seminários como uma das estratégias de sala de aula mais utilizada nas áreas de conhecimento que compreendem as ciências humanas e as ciências sociais aplicadas.

No entanto, através de um levantamento informal, pode-se detectar que os docentes utilizam o termo para designar diferentes propostas de ensino em pequenos grupos, às vezes distantes dos objetivos e características que orientam o seminário.

Ainda que seja possível ao professor introduzir variações em qualquer técnica que utilize em sala de aula, é importante preservar suas características essenciais. No caso do seminário, uma pesquisa realizada por uma das autoras deste texto (Godoy, 1989) apontou que a idéia que muitos alunos fazem desta estratégia de ensino é equivocada, não respeitando seu significado original nem seus pressupostos básicos. A partir de sua vivência, descrevem o seminário como uma forma de ensino, onde o professor divide a classe em grupos, encarregando cada um deles de preparar e expor um tópico do programa aos alunos.

Esta visão errônea do que vem a ser o seminário parece presente entre muitos docentes do ensino superior brasileiro, embora a literatura especializada tenha claro que mais do que “preparar e expor um tópico do programa” trata-se de “discutir uma temática previamente definida”.

Segundo Howe (1986, p. 94): “Em teoria, um seminário é um grupo relativamente pequeno que se encontra para discutir um assunto determinado e pode ter até 12 ou 15 alunos”.

Mesmo sintética, esta definição reúne os principais componentes de um seminário, presentes já em suas origens.

O seminário pode ser considerado a primeira manifestação daquilo que se convencionou chamar de “métodos ativos”, calcados na atividade e ação intelectual do aluno sobre o objeto do aprendizado, utilizando o grupo de trabalho como meio de formação.

A retrospectiva histórica apresentada em Balcells e Martin (1985) informa que a estratégia de ensino denominada “seminário” nasceu na Alemanha, no interior da universidade, em fins do século XVII, tendo se consolidado no século XIX.

No século XIX, o seminário já era bastante utilizado tanto nas universidades alemãs quanto nas mais antigas universidades norte-americanas como Yale e Harvard, geralmente nos estudos pós-graduados.

Seguia o seguinte padrão:

“… reunidos em volta de uma mesa presidida pelo professor, os estudantes liam e comentavam os textos escolhidos. Durante a reunião iam surgindo divergências de interpretação destes textos, opiniões, réplicas; e não passava muito tempo sem que o ambiente fosse dominado por animada conversa. Normalmente, para se ser admitido no seminário apenas se exigia um mínimo de conhecimentos sobre a matéria a tratar; e cada membro ficava obrigado a realizar trabalhos escritos e orais com regularidade.” (Balcells e Martin, 1985, p. 84).

Mesmo que as idéias básicas deste padrão ainda se encontrem nos seminários hoje desenvolvidos, vamos procurar conhecer melhor esta estratégia de ensino examinando seus objetivos, características fundamentais, suas possibilidades e limitações para, a seguir, prescrever algumas orientações visando sua utilização no terceiro grau.

3. Conceituação e Objetivos

Atualmente podemos definir o seminário como sendo uma estratégia de ensino que: “… gira em torno de um tema a ser estudado em profundidade a partir de diferentes ângulos, pelos alunos, que a seguir reúnem o resultado desses estudos parciais e o sintetizam, chegando a alguma conclusão.” (Abreu e Massetto, 1985, p. 76)

Entendido dessa forma, o seminário traz em si a idéia de que é função do terceiro grau preparar o aluno para a investigação científica, através da reflexão aprofundada de um determinado tema.

Segundo Balcells e Martin (1985, p. 85), o seminário atende a três finalidades específicas:

“a) incorporar ativamente os estudantes nas tarefas particulares do estudo;

b)      iniciá-los na colaboração intelectual;

c)       prepará-los para a investigação.”

Buscando atingir estes objetivos, os professores que optarem por adotar os seminários em suas aulas deve ter em mente que através deles visa-se o ensino dos instrumentos necessários ao trabalho intelectual, colocando o aluno em contato com a prática da metodologia das ciências. Além do exame de fontes bibliográficas, espera-se que o estudante consiga analisar os fatos e problemas nela implícitos. Procura-se incutir no aluno o hábito da discussão de idéias, valorizando o aparecimento do pensamento crítico e do pensamento original.

Por ter que elaborar textos escritos e expor resultados do trabalho, o seminário oferece ainda ao aluno a oportunidade de melhorar a sua capacidade de expressão oral e escrita.

4. Características Fundamentais

É próprio do seminário a criação de um ambiente de ensino onde esteja presente a colaboração entre o professor e os alunos e entre os alunos. Entretanto, esta colaboração pressupõe que o aluno apresente um mínimo de conhecimento sobre os temas que serão examinados.

Para que este clima de colaboração ocorra de maneira satisfatória, é importante também que os estudantes apresentem certa maturidade e independência intelectual.

É possível prever que estudantes que preferem ambientes de ensino mais estruturados (como, por exemplo, a aula expositiva) e/ou que possuem baixo nível conceitual (sendo bastante dependentes de um padrão externo e incapaz de gerar seus próprios conceitos) apresentem dificuldade em trabalhar na forma dos seminários. Por isso, o seminário parece ser mais indicado para alunos que estão nos últimos semestres do curso de graduação ou na pós-graduação.

Outra característica básica dos seminários é o envolvimento do aluno no processo, ocupando-se com a realização de diversas tarefas: recorrendo às fontes bibliográficas indicadas, levantando bibliografia complementar e outros tipos de dados quando necessário, lendo e fazendo fichamento das leituras realizadas, elaborando trabalhos escritos e expondo suas idéias e conclusões.

O aspecto mais importante do seminário é a criação de um espaço para discussão, sendo o centro desta discussão um texto ou trabalho escrito, produzido pelos alunos ou escolhido pelo professor.

Mesmo quando os estudantes organizam o seminário a partir de um texto indicado pelo professor isto não exime o aluno do trabalho de investigação. Neste caso, caberá a ele trabalhar a partir do texto básico, buscando compreendê-lo e interpretá-lo, refletindo sobre as problemáticas nele implícitas.

Os textos preparados para o seminário podem assumir uma das formas abaixo indicadas ou ser uma combinação delas:

5. Vantagens e Limitações

É possível dizer que o fim último dos seminários não é fazer com que o estudante resolva problemas e/ou chegue a conclusões definitivas. O seu valor formativo está em fazer com que o aluno enfrente os temas/problemas de forma ativa, dirigindo o seu processo de aprendizagem; perguntando e respondendo acerca da questão discutida.

Assim, a vantagem do seminário, enquanto método de estudo e atividade didática, está na formação da capacidade de aprender, preparando o aluno para se tornar um aprendiz independente. Para um seminário ser bem-sucedido, espera-se que docentes e discentes compartilhem responsabilidades, pois ambos têm tarefas a cumprir e trabalhos a realizar.

Duas ordens de dificuldades, apontadas por Howe (1986) e Barnes (1995), podem, porém, atrapalhar este processo.

A primeira delas está relacionada à figura do professor, que nem sempre se encontra preparado para estabelecer um ambiente propício à discussão, especialmente quando o grupo de alunos é mais tímido e reservado. Neste caso, o professor deve estimular o grupo com perguntas, tomando o cuidado de, ao se deparar com o silêncio dos estudantes, não responder às próprias questões, transformando o seminário numa espécie de aula expositiva ministrada para um número reduzido de alunos.

O professor deve ainda propiciar a participação de todos os estudantes, evitando que os mais “expansivos” tomem conta da discussão. É bom que os docentes estejam alertas para o fato de que nem sempre os alunos mais participantes na sala de aula são aqueles que melhor prepararam o assunto do seminário ou têm as mais interessantes contribuições.

Assim, o seminário exige do professor, essencialmente, capacidade de organização, síntese e um adequado envolvimento com a classe. Este envolvimento implica manter a discussão aberta, possibilitando que cada aluno expresse sua opinião, suportando as pausas silenciosas, favorecendo a interação grupal entre os próprios estudantes e interferindo quando o grupo se afastar muito do tema.

Outras dificuldades, conforme já apontam, advêm dos alunos que nem sempre possuem as habilidades de estudo, os conhecimentos necessários e a maturidade exigida para os trabalhos em grupo. Devido a estes fatores, muitas vezes os seminários podem desorientar e confundir alguns estudantes, deixando de ser uma estratégia facilitadora da aprendizagem. Neste caso, uma orientação mais próxima e de apoio por parte do docente pode auxiliar o aluno a enfrentar, pouco a pouco, situações de ensino menos estruturadas.

Barnes (1995, p. 131), aponta algumas situações que ameaçam os seminários como nos casos em que os alunos “… passam a maior parte do tempo fazendo comentários superficiais para evitar entrar na discussão…”, ou quando “o grupo tolera longas e às vezes irrelevantes trocas verbais entre dois membros…”, ou mesmo quando os estudantes pensam “que a meta não é debater, e sim adivinhar o ponto de vista do professor.”

É importante ainda ressaltar que para alguns autores, como McCord (1985), os seminários não são apropriados quando se quer transmitir conjuntos bem organizados e estabelecidos de conhecimentos.

Classes grandes (acima de 20 alunos), falta de recursos bibliográficos e de espaço para os alunos se reunirem para estudar e discutir os temas são fatores de ordem prática que também impõem limitações à realização dos seminários.

A despeito destas limitações e de outras que, eventualmente, não estão aqui colocadas, os seminários, quando bem preparados, exercem um papel fundamental na formação de aprendizes independentes e automotivados.

6. A Realização dos Seminários: Algumas Orientações Práticas

A modalidade de ensino denominada seminário admite muitas variantes que dependem do docente encarregado da sua orientação e do grupo de alunos que nele tomam parte. Para fins de ilustração, vamos apresentar aqui quatro possibilidades de organização dos seminários.

a)    Em alguns deles, o professor continua a ser a figura mais importante, sendo a maior parte da discussão feita através dele, com os estudantes se reportando diretamente ao docente para tirar dúvidas e/ou discutir a temática proposta. A forma de comunicação fundamental ocorre entre cada aluno e o professor. Geralmente, neste caso trabalha-se sobre um (ou mais) texto(s) indicado(s) pelo docente.

b)   Pode-se também organizar o seminário em torno de um texto preparado por um dos estudantes. Neste caso, o aluno fica encarregado de iniciar e coordenar a discussão, assumindo, temporariamente, a posição do professor.

c)    Noutra possibilidade, o professor é colocado como um dos participantes e a comunicação se efetiva entre todos os participantes numa base, mais ou menos, de igualdade, com o diálogo ocorrendo entre os próprios alunos e com os estudantes e o professor.

d)   Reunindo as propostas b e c temos o esquema explicitado em Severino (1975). Este autor propõe que o seminário seja introduzido pelo professor para, posteriormente, ser conduzido pelo coordenador, que é um aluno.

Caberá ao coordenador:

A síntese final é de responsabilidade do docente.

Qualquer que seja a forma adotada, é importante ressaltar dois aspectos fundamentais que caracterizam o seminário.

1.    A preparação prévia: para que o seminário aconteça deve existir, por parte dos estudantes, uma preparação acadêmica prévia que lhes forneça um mínimo de conhecimento sobre o assunto que será tratado.

2.    A apresentação de trabalhos escritos: o tipo de trabalho solicitado aos alunos pode variar de um simples resumo à elaboração de um texto pessoal sobre o assunto.

Tendo em vista que uma das finalidades principais do seminário é promover a discussão de temas específicos, um texto, preparado para esse fim destina-se geralmente a apresentar o assunto e abrir a discussão levantando questões e sugerindo possíveis soluções. Evidentemente, para preparar o texto, o aluno deverá realizar algumas leituras que serão indicadas pelo docente ou selecionadas pelo estudante.

Para garantir que nas sessões de seminário seja possível a participação de todos os alunos e a manutenção de um clima de diálogo, deve-se contar com um número reduzido de participantes. Balcells e Martin (1985) recomendam como ideal um grupo que tenha entre seis e 12 alunos. Segundo eles: “Com um número inferior a seis, não é fácil obter o desejado clima de discussão; se for superior a doze, parece difícil que não haja alunos que estejam no seminário em atitude passiva.” (p. 89)

O papel do professor é essencialmente de orientação. Consiste em coordenar as diversas atividades, orientando e guiando os alunos em todas as fases do processo. Durante o seminário, a sua função é acompanhar a evolução das atividades, intervindo apenas para auxiliar na formulação dos problemas e questões a serem analisadas ou encaminhadas para discussão. No decorrer do seminário, o professor pode e deve explicitar seus pontos de vista, mas sem pretender impô-los ao grupo como definitivos. A síntese final ou fechamento do seminário sempre caberá ao professor. Neste momento, deverá ser feita uma revisão dos principais aspectos abordados durante o seminário e a relação do estudado com os demais tópicos do programa, deixando claro para os estudantes o encadeamento lógico entre os assuntos tratados.

Estando atento a estes pontos, acreditamos que o professor não correrá o risco de transformar o seminário numa exposição para poucos alunos ou numa discussão sem objetivos, garantindo, assim, o atendimento das reais metas a que ele se propõe.

Referências Bibliográficas

ABREU, M. C. T. A.; MASETTO, M. T. (1985). O professor universitário em aula: prática e princípios teóricos. São Paulo, Cortez.

ARBOUSSE-BASTIDE, P. (1963). La méthode des cas et la formation au commandement. Paris, Dunod.

BALCELLS, J. P.; MARTIN, J. I. F. (1985). Os métodos no ensino universitário. Lisboa. Livros Horizonte.

BARNES, R. (1995). Seja um ótimo aluno – guia prático para um estudo universitário eficiente. Campinas / SP., Papirus.

BROWN, G.; ATKINS, M. (1991). Effective Teaching in Higher Education. Grã-Bretanha, Routledge.

CHRISTENSEN, c. r. (1987). Teaching and the Case Method. Boston, Harvard Business School.

GODOI, A. S. (1989). Ambiente de ensino preferido por alunos do terceiro grau: um estudo comparativo. São Paulo. Tese (Doutorado). Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo.

HOWE, A. (1986). Como estudar. Portugal, Publicações Europa-América.

MAIER, M. H.: KEENAN, D. (1994). Cooperative Learning in Economics Economic Inquiry. Vol. XXXII pp. 358 – 361, April.

MARTINELLI, D. P. (1987). Jogos de Empresa. São Paulo, FEA – USP. Dissertação de Mestrado.

MAXIMIANO, A. C. A.; SBRAGIA, R. (1980). Método do Caso no Ensino da Administração. In BOOG, G. G. Manual do Treinamento e Desenvolvimento. São Paulo, McGraw Hill do Brasil.

McCORD, M. T. (1985). Méthods and Theories of Instruction. In SMART, J. C. (ed.), Higher education: handbook of theory and research. New York, Agathon Press Inc., vol. I, pp. 97-131.

MOTOMURA, O. (1980). Jogos de Empresas. In BOOG, G. G. Manual do Treinamento e Desenvolvimento. São Paulo, McGraw Hill do Brasil.

MUCCHIELLI, R. (1981). A Formação de Adultos. São Paulo, Martins Fontes.

REYNOLDS, J. I. (1985). Case Method in Management Development: Guide for Effective Use. Genebra. Internacional Labour Office.

SAUAIA, A. C. A. (1995). Satisfação e Aprendizagem em Jogos de Empresas: Contribuições para a Educação Gerencial. São Paulo, FEA – USP. Tese de Doutorado.

SEVERINO, A. J. (1975). Metodologia do Trabalho Científico: Diretrizes para o Trabalho Didático-Científico na Universidade. 2ª ed., São Paulo, Cortez & Moraes Ltda.

TANABE, M. (1977). Jogos de Empresas. São Paulo, FEA – USP. Dissertação de Mestrado.

Comentários»

1. André Luiz Trindade - Junho 26, 2008

Este texto me inspirou a contar minha experiência. Veio bem ao encontro do que pratico, pois uso a técnica de seminários. Uso pouco, mas uso, e gostaria de, quebrando a forma como venho participando destas discussóes, fazer deste comentário uma narrativa.

Uso a técnica do seminário em duas oportunidades, com alunos do quinto ciclo. Uso-a não exatamente como é dita no texto, mas com variação poucas e pequenas, que não chegam a comprometer o que propõem as autoras.

O que posso dizer é que tenho colhido bons frutos dessa prática, ao longo dos anos (lógico que em alguns semestres mais, em outros, menos) e, acredito, tenho conseguido deixar claro, aos alunos, as motivações que me levam a aplicar tal procedimento: existem alguns temas que circundam o que foca a disciplina e, a eles, dedico duas das semanas de aulas, para que discussóes sejam levadas a efeito.

Aproveito tais oportunidades para discutir, também, o comprometimento que os alunos devem ter com a investigação (pois isso vai ser parte integrante de suas carreiras profissionais) e com os grupos de trabalho, na formação dos times de produção (procuro enfatizar a idéia de time).

Os seminários, que acontecem sempre por volta das décima e décima quarta semanas do calendário escolar, são definidos e explicados no primeiro dia de aulas, inclusive quanto às regras para a formação dos artigos que eles devem produzir (pequenos artigos de 3 páginas), com as quais eu os faço experimentarem um bocadinho de metodologias de produção do trabalho técnico e da investigação científica. Evidente que, no decorrer das semanas, chamo-os à lembrança sobre os eventos, para que eles se organizem.

Na realização dos seminários, procuro perceber os pontos sobre os quais pairem as dúvidas dos alunos (e sempre deixo-os totalmente à vontade para expor suas dúvidas, garantindo-lhes que elas não lhes diminuem a nota) e nunca deixo que uma exposição de um grupo termine sem uma participação minha, explicativa (de tais pontos) e arrematante. O fechamento dos seminários, ao término das exposições, também é meu e nele estabeleço as conexões necessárias entre o que fora apresentado e sintetizo o cenário contextual relativo ao tema.

Só acho que a sugestão de grupos com 12 a 15 alunos um tanto improvável. Eu trabalho com grupos de 3 (mínimo) a 6 (máximo) alunos e já não é fácil controlá-los.

Em conclusão, gostaria de expressar minha concordância com as autoras: é uma técnica bastante proveitosa, se bem usada, que vem sendo bastante usada e mal aproveitada. Vejo a utilização deste texto como uma bela contribuição a nós, dando-nos oportunidade de assimilar novos pontos de vista e crescer no aprendizado de tal prática.

Penso que assimilei, vou ver o que aprendi na próxima oportunidade🙂

2. Sergio Castilho - Junho 27, 2008

É importante ensinar o aluno a pesquisar, e vejo o seminário como um caminho e incentivo a pesquisa.
Poucas vezes utilizei este recurso, mas quando o fiz, foi para complementar o assunto já estudado, permitindo aos alunos um aprofundamento em tópicos de seu interesse.
Concordo com o texto, que em classes grandes, fica difícil que o conteúdo seja atingido utilizando apenas esta prática.
Um balanço entre aulas expositivas e seminário é uma boa prática.

3. Nilton Zupa - Junho 29, 2008

Trabalhar com seminarios é fantastico pois os alunos saem da rotina da sala de aula e buscam conhecimentos nas leituras, pesquisas em grupos. Sou totalmente a favor e procurarei utilizar no segundo semestre.

4. VI - Setembro 11, 2008

É FIXE TRABALHAR COM SEMINÁRIOS, MAS HÁ UM ESFORÇO MUITO GRANDE QUE SE TEM QUE FAZER PORQUE NEM SEMPRE OS ALUNOS SE ENCONTRAM SUFCIENTEMENTE PREPARADOS PARA ESTA TÉCNICA, FACTO QUE MUITAS VEZES OBRIGA AO PROFESSOR A TER QUE TOMAR AS RÉDEAS E TRANSFORMAR O SEMINÁRIO NUMA AULA EXPOSITIVA


Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s

%d bloggers like this: