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Texto 7 – De 2 até 08/06/2008

Texto 7 – Um momento de reflexão

Já vimos seis textos, cinco deles sobre Teorias da Aprendizagem e um sobre método de ensino. Antes de iniciar uma série de textos sobre métodos e técnicas de ensino que alguns devem estar ansiosos em dicutir, é necessário refletir sobre o que queremos e conseguimos fazer até o momento para a melhoria das condições de ensino da FATEC Ourinhos.

Escrever o Projeto Pedagógico Institucional é o principal propósito deste trabalho em grupo (o curso de extensão), porque a partir dele a Instituição pode definir os Projetos Pedagógicos dos Cursos, que por sua vez orientará os Planos de Ensino das Disciplinas que contém o conjunto de aulas que você conduzirá, aí inclusos conteúdos, métodos e técnicas de ensino. Esquematicamente, temos da maior para a menor abrangência:

1º Projeto Pedagógico Institucional (PPI)

2º Projetos Pedagógicos dos Cursos (PPC)

3º Planos de Ensino das Disciplinas (PE)

4º Aulas (conteúdos, métodos e técnicas de ensino)

(Os conteúdos e a metodologia, portanto, são os caminhos a serem trilhados com base no que se estabeleceu como meta.)

O Projeto Pedagógico Institucional (PPI) é um instrumento político, teórico e metodológico que norteará as ações educacionais da FATEC para consecução de sua missão e dos seus objetivos. É o documento central da ação institucional e educativa. E é expressão da vontade explícita e compartilhada de todos nós.

É uma reflexão sobre a educação superior, sobre o ensino, a pesquisa e a extensão, a produção e a socialização dos conhecimentos, sobre o aluno e o professor e a prática pedagógica que se realiza na Instituição.

O PPI estabelece: Histórico da Instituição/Mecanismos de Inserção Regional/Missão/Princípios filosóficos/Concepções (ensino, currículo, etc.)/Objetivos/Políticas e Diretrizes: Gestão – Ensino, Pesquisa, Extensão e Avaliação.

Então, o que já podemos colocar no PPI?

1-Em quais Teorias da Aprendizagem acreditamos?

2-Quais são nossos princípios e concepção do ensino?

Solicitamos a todos que respondam essas duas questões!

Lembrando que nossa Missão é:

“Desenvolver educação tecnológica por meio da formação de profissionais éticos e competentes, capazes de se adaptar às mudanças, criar, aplicar e difundir conhecimento tecnológico, contribuindo para o desenvolvimento social e a elevação da qualidade e produtividade de processos, produtos e serviços.”

Comentários»

1. José Augusto Fabri - Junho 2, 2008

Eliana, acredito que devemos ter um “mix” do que foi apontado pelos textos: Na séries iniciais um ensino centrado no conteúdo, e com algumas inserções “inovadoras” seriam bem vindas. Já nas séries finais, com uma maturidade maior de nossos alunos, podemos “arrojar” em relação as teorias. O construtivismo e o PBL é um bom casamento. Sou adapto do modelo “incremental”, não vamos raciocinar em “cascata” (Engenharia de Software, Sommerville (2003)).

2. Nilton Zupa - Junho 2, 2008

Acredito que deveriamos nos reunir, agenda previamente discutida, e pessoalmente relatatarmos nossas experiencias em cada metodologia que estamos utilizando seguindo os textos. Qualquer mudança colocara os pontos fracos e fortes em um luta ferrenha. Eu, enquanto docente, adoraria de colcocar as novas metodologias em ação.

3. André Luiz Trindade - Junho 4, 2008

Concordo com o Nilton e com o Guto.

Acredito na idéia de que tem que ser mais que uma teoria, mas, quais e quando? Acho que ainda não dá para responder quais seriam estas teorias de aprendizagem.

Realizar algumas reuniões seria mesmo interessante.

Sei muito bem o quão complicado é agendar uma reunião que envolva a todos (quanto mais algumas). Sei, ainda, que foi por esta dificuldade que o blog foi escolhido como forma de promover esta discussão. No entando, creio (pelo que pude perceber das participações) que há vários de nós que podem contribuir muito compartilhando suas experiências nas diferentes práticas adotadas de ensino. Seriam contribuições importantes com algo que está além das teorias.

Acho que esta é uma oportunidade de ouro para que nos reunamos e compartilhemos destes conhecimentos e, mais ainda, discutamos o que tais teorias e técnicas possam representar para o nosso processo de ensino. Daí, sim, experimentar um consenso sobre a(s) teoria(s) a adotar.

4. Denis Maricato - Junho 4, 2008

Bem, agora começamos a falar sobre questões práticas e sobre a aplicabilidade do que estamos discutindo. Há portanto um outro rumo desenhado então. O parágrafo 2 do texto é uma manifestação lógica, com sequência real e compreensível. Porém, há que se acrescentar talvez o principal conceito dessa construção, que não é exatamente a nossa vontade em produzir o PPI, mas sim o que a realidade impõe como conjunto mínimo de fatores a serem considerados nessa construção. Falo sobre o PERFIL do profissional que vamos formar. Acho que esta discussão vale a pena, pois é literalmente a origem de todo o processo de construção do PPI.
Parece redundância, chover no molhado, mas só podemos elaborar
um plano sobre a realidade, sobre um diagnóstico ánterior a este plano. Assim, as exigências do mercado, aliadas às condições mínimas para se exercer a profissão de tecnólogo e as ^características de nossa clientela são alguns dos pontos fundamentais a serem colocados no alicerce da discussão.
Talvez às duas questões colocadas com muita propriedade, devêssemos acrescentar: – Para onde devemos caminhar com esse nosso trabalho? Ou, O que pretendemos construir, à vista de tudo o que vimos e veremos ainda? Que profissional sairá na extremidade do processo? Ou algo do tipo…
Bem diz o Zupa, que devemos nos reunir agora – todos – para amadurecer o que já foi visto e caminhar para a dita construção do PPI.
As coisas caminham muito bem nesse sentido e acho que tenho aprendido bastante com essas feras que estão ao meu lado. Apesar de uma participação apagada, sinto-me bem em meio a esse time. Acho que o nosso PPI vai ser modelo para as Fatecs…

5. Ismael Silva - Junho 8, 2008

Um momento de reflexão
Os textos apresentados nos deram uma idéia de teorias da aprendizagem, longe de esgotar o assunto ainda percebo pelas participações que ainda não podemos definir qual é nossa linha de trabalho quanto às teorias e suas práticas.
Em meu primeiro comentário citei Brousseau, considero que suas proposições são aplicáveis a muitas situações.
O problema de se tentar alterar o processo de participação é a falta de datas e horários comuns aos participantes, se usando a internet a participação foi pífia imagino o esvaziamento com a tentativa de se definir uma data comum para a reunião presencial.
Devemos, pois, sim utilizar a tecnologia para que este trabalho não se esvaia e se transforme em tempo e recursos desperdiçados.
O objetivo primeiro foi cumprido. Estamos discutindo algo que sequer fazia parte de nossas conversas.
O acrônimo PPI é o objetivo de nosso trabalho, dele emanarão nossas políticas para a construção de novos cursos com seus respectivos PPCs, e participando da construção destes dois últimos podermos definir PEs que contemplem a aderência ao perfil do egresso.
Quem de nós leu o Projeto Pedagógico do curso em que ministra aulas?
Quem de nós pode afirmar que o conteúdo definido em nosso Plano de Ensino é o mais adequado para o encadeamento do curso?
A Engenharia de Produção tem um conceito bem interessante o de “Grupos semi-autônomos”. Existe uma liberdade para que o grupo se organize, mas o grupo tem compromisso com a linha de produção. Nós temos que garantir a liberdade da construção dos PEs. Não podemos é permitir que esta liberdade ser torne prejudicial e sem compromisso com o encadeamento da formação do aluno.
Voltando a discussão do uso de metodologias, concordo com a colocação do Guto. Devemos sim ter um “mix” de teorias e práticas. Mas devemos antes LER o projeto pedagógico do curso em que estamos trabalhando. Ementas não definem qual o papel da disciplina no processo de formação.
Acho que o Denis quando fala do perfil ele o coloca antes da definição do PPI, acho que é um equívoco, o PPI define o que acreditamos para a construção de nossos Projetos Pedagógicos que por sua vez serão construídos norteando-se no PPI.
Finalmente, não considero que a reunião presencial sugerida pelo Zupa e endoçada pelo André e pelo Denis seja uma opção construtiva para o momento, ainda temos muito a discutir, com os que têm participado. Amadurecidas as idéias poderemos em algum momento da escrita do PPI reunirmo-nos.


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