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Texto 4 – De 12 até 18/05/2008

Últimas considerações sobre as Teorias da Aprendizagem

De acordo com Cibelle Celestino Silva, professora da USP, teoria é uma construção humana para interpretar sistematicamente uma área de conhecimento. São construídas para prever e explicar fenômenos; são constituídas de conceitos e princípios; e estão subordinadas aos sistemas de valores ou visões de mundo, que mudam com o tempo e com a cultura. Portanto, teorias não são eternas.

As teorias sobre a aprendizagem se destinam a explicar como ocorre o condicionamento, a mudança de comportamento, a aquisição de informação, o aumento de conhecimento, a resolução de problemas, a construção de novos significados, a revisão de modelos mentais, etc. Ou seja, o conceito de aprendizagem tem vários significados e que não são compartilhados entre os teóricos da área.

Essas teorias podem ser classificadas em:

  1. Comportamentalista (Pavlov, Skinner e outros);
  2. Cognitiva (Piaget, Vygotsky, Johnson-Laird e outros);
  3. Afetiva (Rogers, Novak);
  4. Psicomotora (Gestalt, Lewin e outros).

Até o momento abordamos somente a corrente Cognitiva.(*)

Dessas teorias, de acordo com a Faculdade de Mandragon (Espanha), é possível elencar os seguintes princípios psicológicos básicos da aprendizagem:

1. Lei da intensidade: com uma experiência forte e dramática se aprende melhor que uma experiência débil;

2. Lei do efeito: toda pessoa tende a repetir as condutas satisfatórias e a evitar as desagradáveis;

3. Lei da prioridade: as primeiras impressões tendem a ser mais duradouras;

4. Lei da transferência: uma determinada aprendizagem pode ser extrapolada ou aplicada a novas aprendizagens análogas ou parecidas;

5. Lei da novidade: todo acontecimento ou conhecimento novo e insólito se aprende melhor que o que seja rotineiro e aborrecido;

6. Lei da resistência à mudança: as aprendizagens que implicam mudanças na organização da própria personalidade são percebidas como ameaçadores e difíceis de consolidar;

7. Lei da pluralidade: a aprendizagem é mais consistente, ampla e duradoura quanto mais sentidos (vista, ouvido, tato) estejam envolvidos no processo de aprender;

8. Lei do exercício: quanto mais se pratica e repete o aprendido, mais se enraíza o conteúdo da aprendizagem;

9. Lei do desuso: uma aprendizagem não evocada ou não utilizada em muito tempo pode chegar à extinção;

10. A motivação: seria ideal que o próprio sujeito marcasse seus objetivos de aprendizagem que respondessem às suas necessidades;

11. A auto-estima: existe uma maior assimilação quando se tem um elevado conceito das próprias capacidades;

12. A participação: a participação ativa no processo de aprendizagem redunda em uma assimilação mais rápida e duradoura.

Do ponto de vista de aprendiz neste Curso de Extensão e baseado nos princípios psicológicos citados, quais são suas observações em relação:

a) A este curso de extensão até o momento;

b) Ao seu desempenho.

(*) Para aqueles que desejam aprofundar seus conhecimentos sobre as teorias sugerimos a leitura da dissertação de mestrado de Valdete Teixeira da Silva, intitulada “Módulo pedagógico para um ambiente hipermídia de aprendizagem”, disponível em http://www.eps.ufsc.br/diss2000/valdete/. Além disso, se tiverem oportunidade, leiam os trabalhos dos seguintes autores: Dewey, Freinet, Gagné, Brunner, Ausubel, Brousseau e Paulo Freire.

Comentários»

1. Adalberto Crispim - Maio 15, 2008

As minhas observações em relação a este curso são: primeiro, quanto a forma como os trabalhos estão sendo desenvolvidos facilita muito a exposição de idéias pessoais (cada um apresenta o seu ponto de vista) e a integração e discussão delas. Segundo, oportunidade de acesso a um material que se dependesse, acredito, que do interesse pessoal, não seria procurado. Terceiro, coloca o profissioanl (professor) de frente com a sua conduta de sala de aula e faz com que ele reflita sobre a sua função. Quarto, aproxima ainda mais os docentes da instituição.

Quanto ao meu desempenho: estou me surpreendendo comigo mesmo. Num primeiro momento achei que teríamos que responder outros tipos de questões (mais específicas referentes à construção dos projetos), mas ao ser indagado sobre a minha postura sobre as teorias até agora apresentadas, deu-me intusiasmo de participar efetivamente deste processo. Se depender da minha vontade não quero deixar de comentar nenhum dos encontros propostos pela comissão. Estou sendo valorizado pela instituição, e acredito que minhas opiniões ajudarão a instituição a crescer ainda mais, porém sabendo onde deseja chegar e como chegar.

2. Guilherme Orlandini - Maio 15, 2008

Confesso que nunca tive uma grande “afinidade” à “teoria pedagógica”; não que eu não utilize práticas pedagógicas em sala de aula; mais porquê no “meio pedagógico” ainda há muita coisa que funciona bem na teoria, mais na prática…a coisa é um pouco diferente. Ainda há muita coisa que fica só no “mundo das indagações e das palavras”.

Concordo com o Adalberto que, o material disponibilizado, se dependesse de interesse pessoal dificilmente seria procurado, pois, principalmente quem têm formação tecnológica, geralmente procura material tecnológico.Com este curso, estou me “forçando” à ler material pedagógico.

Um grande fator motivador deste curso para mim é a interação entre os colegas; a discussão é o “ponto alto” do curso.Fazer relexões sobre os textos em questão não é uma tarefa tão simples.São textos com teorias muito abrangentes, e que exigem bastante reflexão para se chegar à alguma conclusão.O fato da interação entre os colegas ajuda muito à chegar a alguma conclusão sobre o assunto.

3. Marcelo H. Tutia - Maio 19, 2008

Não sou muito interessado nas “teorias de aprendizagem”, uma falha grave, acredito que a falta de interesse seja porque muitas teorias funcionem no papel, mas na prática precisam de muitos ajustes, como mencionado pelo Guilherme. Na minha opinião, cada professor não utiliza especificamente uma teoria, mas um conjunto delas, um pouco de cada em suas atividades – os princípios psicológicos básicos de aprendizagem, citados neste texto, resumem bem isso – ajustando dentro do possível. O curso me proporcionou maior conhecimento sobre as teorias. Procuro dentro das minhas limitações comentar sobre os textos, sinceramente, o desempenho fica prejudicado por muitas atividades.

4. Marco Castro - Maio 19, 2008

O curso proporciona um apanhado interessante de textos, curtos e essenciais. Quanto aos princípios básicos da aprendizagem, a motivação nossa enquanto professor vem naturalmente pela utilidade do conteúdo e pela sua respectiva necessidade.
A Lei do Desuso indica a possibilidade real de eu não aproveitar a aprendizagem neste curso e comprometer o meu desempenho se eu não colocar logo em prática o que for aqui aprendido.


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